A McKinsey tem 20 mil agentes de IA. O que isso diz sobre o futuro da consultoria
A McKinsey já roda com 40 mil humanos e 20 mil agentes de IA. O que isso significa para quem contrata consultoria — e por que o modelo antigo não sobrevive.
Em março de 2026 a McKinsey declarou publicamente sua composição de força de trabalho: 40 mil humanos e 20 mil agentes de IA. Não é um piloto, não é um slide de inovação em evento de RH. É a estrutura operacional de uma das consultorias mais tradicionais do mundo.
Eu passei duas décadas construindo busca enterprise antes de fundar a Arvor. Vi empresas grandes tratarem IA como departamento isolado, como “time de inovação” que nunca toca o core do negócio. O movimento da McKinsey é o oposto disso: agente dentro do fluxo de entrega, ao lado de gente, fazendo parte do produto que o cliente paga.
E o número que importa não é o total de agentes — é a proporção. Um executivo da própria firma resumiu assim: “o que antes exigia 14 consultores agora precisa de 2 a 3 pessoas mais agentes”. Isso não é ganho de produtividade marginal. É reestruturação de modelo de negócio.
O corte que veio antes do agente
A McKinsey não chegou a 20 mil agentes por acaso nem da noite para o dia. A firma já vinha reduzindo o quadro humano: de 45 mil para 40 mil funcionários desde 2023, incluindo cerca de 200 cortes de staff em 2025. O agente não substituiu essas pessoas depois — ele foi construído para operar no espaço que a reestruturação abriu.
Isso é o padrão que qualquer empresa que for adotar agentes de forma séria vai enfrentar: primeiro você redesenha o processo, depois você automatiza a parte que sobrou. Quem tenta colar agente em cima da estrutura antiga sem mexer em nada tende a gastar dinheiro e não ver retorno.
O mercado que sustenta essa aposta
A movimentação da McKinsey não é isolada. O mercado de IA agêntica está projetado para sair de US$ 7,55 bilhões em 2025 para US$ 199 bilhões em 2034 — um crescimento de mais de 25 vezes em menos de dez anos. E o Gartner já registra um salto de +1.445% em consultas sobre multi-agente no último ciclo.
Isso significa que toda consultoria grande — e toda empresa que compra consultoria — está prestes a passar pelo mesmo dilema que a McKinsey já resolveu para si mesma: manter o modelo de horas faturáveis por analista júnior, ou redesenhar a entrega em torno de agentes especialistas supervisionados por poucos seniores.
O que isso muda para quem contrata consultoria
Se uma das maiores consultorias do planeta já roda um terço da força de trabalho como agente, o argumento de que “isso ainda não está maduro para o meu setor” perdeu validade. A pergunta deixou de ser se agentes entram na operação. É quem vai construir e operar esses agentes para você: um time interno gigante, uma consultoria de horas caras, ou uma estrutura enxuta e especializada.
Na Arvor, é exatamente esse o espaço que ocupamos. Não vendemos hora de consultor genérico — construímos e operamos os agentes que fazem o trabalho, com supervisão humana onde importa. Se sua empresa está avaliando o mesmo dilema que levou a McKinsey a reestruturar 20 mil postos em agente, vale conversar com quem já construiu esse tipo de sistema. Conheça o BRAIN MAKER ou fale direto com a gente em contato.